R. Cristóvão Colombo, 2265 - Jardim Nazarethcontato@semanadabioibilce.com.br

HorárioProgramaBloco

09/05/2016 - Segunda-Feira

7h15-8h00Inscri‡ções e entrega de material.
***Para a retirada de materiais será necessário a entrega de 1Kg de alimento não perecível (exceto, sal, fubá e açúcar)
Aud A
8h00-10h00Minicursos1
10h00-12h00Coffee-Break
10h20-12h00Minicursos1
12h00-14h00Almo‡ço
14h00-16h00Minicursos1
16h00Coffee-Break
16h20-18h00Minicursos1
21h00Coquetel
 

10/05/2016 - Terç‡a-Feira

8h00-8h30Inscri‡ções e entrega de material.
***Para a retirada de materiais será necessária a entrega de 1Kg de alimento não perecível (exceto, sal, fubá e açúcar).
8h30-9h00Mesa de Abertura
9h00-10h15“A Utopia da Imortalidade”: Prof. Dr. Stevens Kastrup Rehen (UFRJ).
10h15-11h30“Paleontologia de Vertebrados e o Tráfico de Fósseis no Brasil”: Profa. Dra. Annie Schmaltz Hsiou (USP - Ribeirão)
11h30-12h30Almoço
12h30-13h30Exibição do Documentário: “Sexo, Drogas e Plantas”.
13h30-15h30Apresentação Oral de Trabalhos.
15h30-16h00Coffee-break
16h00-18h00Mesa Redonda A
 

11/05/2016 - Quarta-Feira

8h00-09h00Proteins in a Living Organism - Relationship between Function and Structure”: Dr. Raphael Josef Eberle (University Hamburg – Alemanha/ IBILCE-UNESP).
09h00-10h15“A Socioecologia Explica a Socialidade de Macacos-prego”: Dr. Lucas Peternelli Corrêa dos Santos (USP).
10h15-10h35Coffee-Break
10h35-12h00“Consequências Ecológicas da Extinção Local de Primatas”: Profa. Dra. Laurence Marianne Vincianne Culot (UNESP - Rio Claro).
12h00-14h00Apresentação de Trabalhos. (Painéis).
14h00-15h15"Toxicologia dos Medicamentos": Prof. Dr. Fábio Kummrow (UNIFESP).
15h15-16h30“Flores, Polinizadores e a Evolução Floral”: Profa. Dra. Juliana Hanna Leite El Ottra (USP-SP).
16h30-17h00Coffee-break
17h00-18h00“Biopirataria”: Prof. Dr. André de Paiva Toledo (UFMG).
19h00Show de Talentos

12/05/2016 - Quinta-Feira

9h00-10h15"Reabilitação de Animais Marinhos": Instituto Argonauta.
10h15-10h35Coffee-Break
10h35-11h45“Avanços no Entendimento da Relação “Parasito”/Hospedeiro na Tuberculose Pulmonar Humana”: Prof. Dr. Marcos Vinícius da Silva (UFTM).
11h45-13h00Almoço
13h00-14h00Exibição do documentário: “Ayahuasca”: Luis Felipe Siqueira Valêncio.
14h00-16h40Mesa Redonda B
17h40-17h00Coffee-break
17h40-18h30Oficinas (Manifestações Culturais).
 

13/05/2016 - Sexta-Feira

8h00-10h00Minicursos2
10h00-10h20Coffee-Break
10h20-12h00Minicursos2
12h00Almoç‡o
14h00-16h00Minicursos2
16h00-16h20Coffee-Break
16h20-18h00Minicursos2
18h10-18h30Premia‡ções
18h30Encerramento e Coffee- Break

“Problemática Hídrica: Desafios e Questionamentos para o Meio Ambiente” 

 

Mediador: Prof. Dra. Lilian Casatti (IBILCE/UNESP)

 

Convidados: Prof. Dr. Carlos Alberto Canesin (UNESP DEE/FE-IS, Ilha Solteira);

Profa. Dra. Joseli Maria Piranha (UNESP/IBILCE);

Prof. Me. Hélio César Suleiman (UNIFEB).

Resumo

“Violência Infantil: Aspectos Biológicos, Psicológicos e Jurídicos” 

 

Mediador: Prof. Dr. Raul Aragão Marins (UNESP/IBILCE)

 

Convidados: Prof. Dr. Moisés Evandro Bauer (PUC/RS);

Vivian Davis Stipp (Psicóloga Judiciária aposentada das Varas da Infância, Juventude e Família, e atualmente Psicóloga Clínica (Terapeuta Certificada em EMDR));

Promotor Sergio Acayaba de Toledo (Vara Criminal – Fórum de São José do Rio Preto).

Resumo

09/05 – Segunda-feira - BLOCO 1

1) Panorama, caminhos e perspectivas da pesquisa antártica no Brasil” – Prof.Dr. Douglas Riff Gonçalves - UFU.
“Na primeira parte deste minicurso será oferecida uma introdução à caracterização física e biótica do continente Antártico; a descoberta do continente, expedições pioneiras à Antártica e a corrida ao Pólo Sul. Posteriormente serão apresentados aos participantes o Tratado da Antártica, o Comitê Especial para Pesquisas Antárticas (SCAR) e o Programa Antártico Brasileiro (Proantar). Já a segunda parte do minicurso terá como tema para discussão a pesquisa científica na Antártica, as principais áreas de investigação, as instituições nacionais envolvidas na pesquisa e o dia-a-dia na Antártica (equipamentos, vestuário e outros itens e rotinas necessárias à manutenção saudável). E por fim, serão apresentadas as oportunidades e os eventos relacionados à carreira antártica.” 
2) “Caracterização Citogenética e Molecular da Variabilidade de Espécies Vegetais” – Profa.Dra Tatiana Boff (UFU).
“O que é caracterizar via citogenética e molecular um germoplasma? Qual a importância prática deste tipo de estudo? Como posso fazer isso pouco recurso financeiro? Qual espécie pode estudar? Qual o retorno científico isso me traz? Essas e muitas outras perguntas serão abordadas nesse minicurso que visa contextualizar técnicas tradicionais e atuais de análises genéticas no estudo de plantas de interesse acadêmico, científico e econômico. Nesse contexto, abordaremos também os modos de reprodução das plantas, as estratégias de coleta de materiais, polinização. Além disso, abordaremos como essas técnicas auxiliam nos estudos evolutivos e filogenéticos. Este minicurso será dado por métodos teórico-práticos, iniciando a temática de caracterização das plantas, dos modos de coleta, das técnicas utilizadas e do retorno científico que pode ser gerado. Em um segundo momento, análises citogenéticas serão abordadas de forma prática.” 
3) “Introduzindo a fauna cavernícola: do comum ao bizarro” – Prof.Dr. Márcio Perez Bolfarini (UFSCar – São Carlos).
“O que são cavernas? São lugares sempre sombrios e escuros? Mas são frias ou quentes? Quem poderia habitar cavernas? Essas são questões que tem sido levantadas a muitos séculos atrás! As cavernas são ambientes muito peculiares e sensíveis, desde a sua formação geológica até a sua distinta composição faunística. Quando pensamos em animais cavernícolas, rapidamente imaginamos animais bizarros e estranhos, capazes de suportar as maiores dificuldades de um ambiente tão hostil. Mas se fosse tão dificultoso viver nesses ambientes, porque essas espécies se fixaram lá? Como podem viver na ausência parcial ou total de luz? Como se alimentam sem os produtores da cadeia? Parece que quanto mais nos questionamos sobre o ambiente cavernícola mais perguntas surgem em nossa cabeça e é diante dessa nossa curiosidade, somada à busca pelo conhecimento dentro da espeleobiologia que convido você a trilhar ao mundo obscuro… “Introduzindo a fauna cavernícola, do comum ao bizarro” – Este minicurso será dado por métodos teórico-práticos, iniciando a temática de estudos espeleobiológicos com uma introdução de ambientes subterrâneos, levantando questões sobre biologia evolutiva e apresentando os principais elementos da fauna cavernícola, com identificação básica dos principais grupos.” 
4) “Imunologia dos Transplantes” – Prof.Dr. James Venturini (UNESP/Bauru).
“Nas últimas décadas houve um aumento significativo na realização de transplantes no Brasil e no mundo. Esse avanço é decorrente da melhor estruturação na captação de órgãos e realização de cirurgias, bem como no desenvolvimento de fármacos imunossupressores. Além disso, diversos estudos têm sido realizados para melhor compreender os mecanismos imunológicos envolvidos nos processos de rejeição de tecidos transplantados de modo a melhorar as condutas que envolvem todo o processo de realização de transplantes. Desse modo, o presente minicurso tem por objetivo compreender os mecanismos imunológicos básicos envolvidos no transplante, especificamente: 1) definir os diferentes tipos de enxertos; 2) identificar os mecanismos que levam à rejeição de enxertos, 3) descrever os mecanismos imunopatológicos e os aspectos clínicos na rejeição em transplantes, 4) descrever os princípios dos ensaios laboratoriais utilizados para viabilizar os transplantes, 5) relacionar e descrever as funções das drogas imunossupressoras envolvidas na prevenção e controle da rejeição de tecidos.” 

 

13/05 – Sexta-feira - BLOCO 2

5) “Geologia Forense e as perícias de crimes ambientais” – Fábio Augusto da Silva Salvador (Superintendência da Polícia Federal do Paraná).
Apresentação. Definições e histórico. Ferramentas e métodos básicos em Geologia Forense. O DPF. Dados sobre a Geologia Forense internacional, no Brasil e no DPF. Aplicações da Geologia em locais de crime. Locais abertos e locais fechados. Casos clássicos. Indicações Bibliográficas. Vestígios geológicos, antrópicos e biológicos de interesse para Criminalística. Mineralogia e Palinologia Forense.  Procedimentos de colheita, análise e guarda de vestígios. Ciências do solo e aplicação de mapeamentos geológico-forenses. Perícias de Meio Ambiente. Sensoriamento remoto e observações aéreas. Casuística do DPF e a Geologia aplicada à análise de crimes ambientais. Análise forense de gemas. Casuística forense de esmeraldas, diamantes e gemas do Brasil. Geofísica Forense. Casuística do DPF e a Geofísica aplicada. Ground Penetration Radar. Geologia Forense e segurança nuclear. Apresentação de casos. Aplicações de Geologia em balística forense, acidentes, atentados e crimes contra a vida. A Geologia Forense, a Universidade e o futuro. Associações e eventos internacionais de Geologia Forense. Discussão e conclusões. 
6) “Fisiologia de répteis e anfíbios” – Prof.Dr. Rafael Parelli Bovo (UNESP/Rio Claro).
A fisiologia animal, em sua essência, procura elucidar a diversidade de mecanismos e processos, em diferentes níveis de escala biológica, utilizados pelos animais para manter a homeostase em diferentes condições ambientais, como estas respostas evoluíram e quais seriam suas consequências ecológicas. O minicurso pretende apresentar aos alunos os métodos e conceitos tradicionalmente utilizados pelos fisiologistas para alcançar estes objetivos, com enfoque na fauna herpetológica (anfíbios e répteis), a qual possui numerosa diversidade de espécies – e, consequentemente, fisiológica –, ocupando os mais diversos ambientes do planeta, com destaque para o Brasil. Sendo assim, neste minicurso serão abordados os conceitos básicos da fisiologia de anfíbios e répteis, além de métodos, interpretação e aplicação dos resultados, com base em estudos de caso. 
7) “Técnicas de Estudo de Mamíferos Marinhos” – Profa.Dra. Carolina Pacheco Bertozzi (UNESP/São Vicente).
No minicurso “Técnicas de Estudo de Mamíferos Marinhos” primeiramente serão introduzidos os grupos dos mamíferos aquáticos e as principais metodologias e ferramentas utilizadas na pesquisa e conservação destes. Desta maneira no conteúdo programático serão apresentados e discutidos: 1) classificação dos mamíferos aquáticos; 2) monitoramento de capturas acidentais e encalhes; 3) necropsia e coleta de amostras biológicas; 4) estimativa de idade; 5) determinação de parâmetros reprodutivos; 6) ecologia alimentar; 7) parasitas e enfermidades 8) grupos de estudo no Brasil. 
8) “Ética e Moral na educação: como desenvolver moralmente seus alunos” – Profa. Dra. Luciana Aparecida Nogueira da Cruz e Prof. Dr. Raul Aragão Martins (UNESP/IBILCE).
São frequentes as queixam de professores que se sentem despreparados para lidar com situações que envolvem as relações em sala de aula: respeito, regras, empatia, motivação para estudo, (in) disciplina, conflitos interpessoais e bullying por exemplo. Por essa razão o presente minicurso objetiva proporcionar aos futuros professores espaço para reflexões baseadas em teorias da moralidade humana. Propõe-se a articulação dos conceitos teóricos com situações vivenciadas no ambiente educacional e assim, promover o diálogo entre os estudantes que estão realizando estágios em diferentes ambientes educacionais e pensar estratégias para contribuir com o desenvolvimento da autonomia moral dos estudantes. 

Manifestações Culturais

1) Mini Paisagismo de Suculentas – Caroline Sprengel Lima
 ”Por meio do mini paisagismo é possível recriar paisagens naturais através de cenários em miniatura. Os mesmo podem ser criados com plantas suculentas e cactos, não necessitam de muita rega e manutenção, crescendo rapidamente. Ideais para quem mora em apartamento e para quem não tem muito tempo para cuidar das suas plantinhas. Além de objetos de decoração belos e dinâmicos eles nos chamam a atenção para a simplicidade e minucia da natureza.” 
2) Zumba – Carol Pinheiro
“Zumba integra alguns dos princípios básico aeróbicos, intervalados e de resistência, treinando para maximizar o gasto calórico, os benefícios cardiovasculares, e um toning corporal total. Os movimentos cardio são fáceis de seguir, e incluem um trabalho de todos os músculos do corpo como glúteos, pernas, braços, abdominais e peitorais.” 
3) Stileto – Jonathan Luiz
“O Stiletto é uma dança com salto, que primeiramente trabalha com as linhas técnicas do seu corpo, fazendo com que você tenha uma flexibilidade maior, assim consequentemente irá fazer com que seu corpo tenha mais equilíbrio, postura, confiança, coordenação, concentração, perca de peso e definição da musculatura.” 
4) Culinária de Doces – Guilherme Silva e Ariane Garcia
“Os doces sempre instigam nosso paladar após uma refeição salgada ou até mesmo naquela hora inoportuna no meio da noite. A arte culinária do preparo de receitas doces é única, e uma boa sobremesa é aquela que mexe com você inteiramente, enche os olhos e a boca, provoca sua percepção, leva você a lugares apenas imaginados.”  

 

Palestras

“A Utopia da Imortalidade” – Prof. Dr. Stevens Kastrup Rehen (UFRJ)
”Nesta palestra serão abordados diversos temas como células-tronco, reprogramação celular, órgãos criados em laboratório, diagnósticos genéticos e clonagem. Também será dado destaque para a maneira com que os avanços da ciência biomédica podem ampliar as possibilidades de escolha na sociedade, qualidade e expectativa de vida, cotidiano e relações pessoais.” 
“Proteins in a Living Organism – Relationship between Function and Structure” – Dr. Raphael Josef Eberle (University Hamburg – Alemanha/IBILCE-UNESP)
”Proteins perform a vast array of functions within cells in living organisms. Proteins replicate and transcribe DNA, and produce, process, and secrete other proteins. They control cell division, metabolism, and the flow of materials and information into and out of the cells. The question of what a protein does inside a living cell is not a simple one to answer. Imagine isolating an uncharacterized protein and discovering that its structure and amino acid sequence suggest that it acts as a protease. Simply knowing that the protein can cleave proteins, for example, does not reveal how it functions in a living organism. Additional information is required to understand the context in which the biochemical activity is used. Where is this protease located in the cell and what are its protein targets? In which tissues is it active? Which pathways does it influence? What role does it have in the growth or development of the organism? Many powerful techniques are used to study the structure and function of a protein. In this lesson, we discuss the relationship between function and structure in living organisms and I will present several results from our working group to demonstrate the way of working and research in the CMIB.” 
“A União da Psicologia e Neuroimunologia para o Compreedimento do Transtorno Bipolar – Prof. Dr. Moises Evandro Bauer (PUC/RS)
 ”O transtorno bipolar (TB) é uma condição prevalente e caracterizada como um transtorno do humor crônico e cíclico. Indivíduos com TB apresentam episódios recorrentes de mania (ou hipomania) e depressão. No entanto, os mecanismos subjacentes envolvidos com a neuroprogressão no TB são em grande parte desconhecidos. Nesta palestra, serão apresentadas os mecanismos potenciais envolvidos com a fisiopatologia do TB, com ênfase: (a) no desequilíbrio imunológico e (b) e na senescência prematura. Várias evidências apontam o TB com um desequilíbrio imunológico, associado com níveis plasmáticos mais elevados de marcadores inflamatórios, incluindo a IL-33, quimiocinas, TNF-alfa, e receptores de TNF. Além disso, após a estimulação in vitro, os linfócitos dos pacientes com TB apresentaram uma forte tendência para um desvio Th1 em vez do Th2. Este desequilíbrio imunológico foi associado com proporções reduzidas de células T reguladoras (Tregs) no TB, que são importantes na prevenção de respostas imunes excessivas. As células T dos pacientes bipolares mostraram aumento da sinalização MAPK p-ERK e NF-kB, indicando ativação linfocitária e inflamação crônica. Os papéis das citocinas nos transtornos psiquiátricos têm sido documentados, com base em suas ações na modulação do metabolismo de neurotransmissores no SNC, eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) e suporte neurotrófico. Evidências recentes também indicam o TB como um modelo de envelhecimento acelerado, como evidenciado pelas alterações estruturais do cérebro, déficits cognitivos, desequilíbrio do estresse oxidativo, o metabolismo amilóide, deficiências neurotróficas, inflamação crônica de baixo grau, e imunossenescência. Quanto ao último, observamos telômeros mais curtos nos linfócitos circulantes, títulos mais altos IgG anti-CMV (cytomegalovirus) e expansão de células T senescentes (CD8+CD28-) e Tregs em mulheres eutímicas com TB tipo I. Em conclusão, estes dados corroboram com a hipótese de desequilíbrio imunológico e envelhecimento prematuro no TB.” 
“Paleontologia de vertebrados e o tráfico de fósseis no Brasil”- Profa.Dra. Annie Schmaltz Hsiou (USP-Ribeirão)
”A Paleontologia envolve diversas áreas de estudo que principalmente incluem o universo das Ciências Biológicas sob o olhar do mundo através tempo geológico. Uma dessas áreas é a Paleontologia de Vertebrados, que estuda restos ou atividades fósseis de animais vertebrados que principalmente são registrados através dos seus ossos, dentes, escamas, placas osteodérmicas etc. Dentro da grande diversidade de grupos taxonômicos e linhagens, existem inúmeras instituições brasileiras que atuam em Paleontologia de Vertebrados, como centros de pesquisas vinculados a universidades, museus e fundações. Como é de interesse científico e educacional sobre a fauna pretérita brasileira, muitos fósseis, principalmente mesossauros e pterossauros, são por muitas vezes alvo de tráfico internacional de fósseis, dada a rara beleza na preservação dos fósseis. Neste sentido, embora tenhamos uma legislação que não permite este tipo de ação criminosa, como podemos atuar para que os fósseis brasileiros não sejam vítima do tráfico e da comercialização ilegal?” 
“Consequências ecológicas da extinção local de primatas” – Profa.Dra. Laurence Marianne Vincianne Culot (UNESP – Rio Claro)
”Os primatas cumprem um papel importante de dispersor de sementes nas florestas tropicais, representando entre 25 e 40 % da biomassa dos frugívoros. No entanto, mais da metade das espécies de primatas é ameaçada de extinção, possivelmente afetando o funcionamento do ecossistema como a regeneração das florestas. Nesta palestra, será revisado os principais efeitos da fragmentação do hábitat e da caça nas comunidades de primatas e suas consequências na regeneração das floretas. Além disso, será apresentado um estudo de caso sobre os efeitos da defaunação de primatas no estoque de carbono na mata atlântica. Na terceira parte da palestra, será apresentada a maneira como a fragmentação das florestas Amazônicas e Mata Atlântica afetam a diversidade funcional dos primatas. Para este última parte serão utilizados atributos funcionais dos primatas relacionados com a dispersão de sementes e será discutido as consequências das perdas de funções ecológicas para o funcionamento do ecossistema.” 
“Toxicologia dos medicamentos” – Prof. Dr. Fábio Kummrow (UNIFESP)
”Os fármacos são uma classe diferenciada de contaminantes de interesse emergente porque são desenvolvidos para possuir efeitos biológicos e para ter certa resistência à degradação biótica e abiótica. Consequentemente existe elevada probabilidade de que os fármacos sejam biologicamente ativos também para espécies-não alvo. Além disso, os fármacos são continuamente introduzidos, em concentrações na faixa de ng L-1 a μg L-1, principalmente nos ambientes aquáticos, e assim esses contaminantes passaram a ser considerados como pseudo-persistentes. Essa classe de contaminantes emergiu no final do Século XX devido ao rápido desenvolvimento de instrumentação analítica automatizada e com elevada sensibilidade e rendimento. Porém, apesar do aumento das investigações sobre a ocorrência dos fármacos nos ambientes, pouco se sabe sobre os efeitos tóxicos resultantes da sua presença ambiental para os seres humanos e para a biota aquática e terrestre. Contudo os efeitos já correlacionados a presença de baixas concentrações de fármacos nos ambientes são: 1) toxicidade direta; 2) indução de resistência bacteriana; 3) Interferência endócrina; 4) genotoxicidade. Porém para que seja possível conduzir processos de avaliação de risco realísticas e eficientes é urgente o desenvolvimento de protocolos para a avaliação de efeitos crônicos de fármacos, dos seus produtos de transformação e das suas misturas. Como desafios para serem vencidos a curto, médio e longo prazo estão: a melhoria dos sistemas de tratamento visando maior eficiência na degradação dos fármacos; a educação e treinamento da população e dos profissionais de saúde visando o uso racional de medicamentos; e por fim pesquisa e desenvolvimento de fármacos que causem menores impactos ambientais visando à substituição de moléculas críticas. Mais estudos sobre a ocorrência ambiental e toxicidade de fármacos para organismos não alvo são urgentes.” 
“Flores, polinizadores e a evolução floral” – Profa.Dra. Juliana Hanna Leite El Ottra (USP-SP)
”Angiospermas apresentam uma grande diversidade de formas florais que vem impressionando botânicos desde os tempos de Goethe. Tendo em vista a existência de tal variação na estrutura da flor, o principal objetivo dos estudos sobre evolução floral é tentar compreender como se deu a evolução de tal diversidade. Hoje, estudos na área de evolução floral estão divididos em diversas subáreas, como a morfologia, anatomia, desenvolvimento, genética, biologia molecular, ecologia, paleobotânica e sistemática. Podendo ocorrer a interface entre estas subáreas, e destas com a Nos estudos de evolução com enfoque ecológico, verifica-se que a estrutura floral pode ser influenciada por vários fatores, sendo a pressão seletiva por parte dos polinizadores muitas vezes importante em espécies polinizadas por agentes bióticos. A seleção de tais feições florais pode estar relacionada à especiação e diversificação dos táxons por afetarem o sucesso reprodutivo das plantas. Desse modo, a geração de tais características morfológicas pela ação da seleção natural são consideradas adaptações florais. Antigos estudos comparativos sobre morfologia floral e polinização levaram ao surgimento do conceito de síndromes de polinização, que consiste na convergência de um conjunto de caracteres florais (adaptações) em linhagens de plantas filogeneticamente distantes, e sua associação previsível com certos polinizadores. Estudos mais recentes, no entanto, têm argumentado que a ocorrência de tal fenômeno não é universal, uma vez que em certos grupos de plantas nota-se uma fraca associação entre um grupo particular de polinizadores e a morfologia floral (generalização floral ou sistemas de polinização generalistas). Considera-se atualmente que o fenômeno das síndromes de polinização deve ser analisado com cautela, uma vez que se sabe que outros fatores podem influenciar a evolução floral num grupo, como por exemplo as restrições filogenéticas, que limitam a convergência dos estilos florais. No entanto, não se deve descartar o conceito de síndromes florais, uma vez que estas são úteis para geração de hipóteses testáveis em campo. Uma abordagem mais atual, que permite o estudo e testes de diversas hipóteses relacionadas à evolução floral é utilizando-se os métodos comparativos da Sistemática Filogenética. Recentemente tal abordagem tem sido utilizada nos estudos de evolução de características florais bem como sobre a possível influência dos polinizadores sobre as alterações das formas florais ao longo do tempo.” 
A Biopirataria à luz do Direito” – Prof.Dr. André de Paiva Toledo (Escola Superior Dom Helder Câmara)
“A palestra consistirá basicamente em uma análise jurídica da biopirataria. O objetivo é compreender a biopirataria segundo os parâmetros normativos internacionais e brasileiros. A fim de se alcançar esse objetivo, além da análise detalhada de normas jurídicas específicas, far-se-á uma discussão das diferentes interpretações doutrinárias existentes, identificando suas diferenças e semelhanças. Além disso, com o intuito de facilitar a boa compreensão jurídica do fenômeno, tendo em vista se tratar de um evento do curso de Biologia, haverá também a apresentação e discussão de casos concretos de biopirataria, que possam ilustrar aquilo que se discute em teoria.” 
“Reabilitação de Animais Marinhos” – Instituto Argonauta
”O Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha é uma organização não governamental sem fins lucrativos (ONG), fundada em julho de 1998 pela Diretoria do Aquário de Ubatuba, reconhecida como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), em 2007. Ele foi criado para incentivar a obtenção de recursos para projetos de pesquisa voltados à preservação do oceano. Tem como objetivo, o desenvolvimento e o apoio à cultura e educação com ações de conservação ambiental, defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano e do meio ambiente. As principais ocorrências atendidas são de aves marinhas (como os pinguins, gaivotas e albatrozes), pinípedes (focas, lobos e leões-marinhos) e cetáceos (baleias e golfinhos). Assim, enfoca os principais grupos de animais aquáticos que ocorrem no Litoral de São Paulo, e as formas e cuidados que devem ser tomados no manejo e os primeiros socorros. Biologia dos animais; Resgate e Contenção; Primeiros Socorros e demais informações como transporte, anilhamento. As atividades de resgate e reabilitação visam o desenvolvimento e uso de estratégias que tornem mais efetivas as atividades relacionadas à recuperação e soltura dos animais, proporcionando uma chance real de sobrevivência.” 
“Avanços no entendimento da relação “Parasito”/Hospedeiro na tuberculose pulmonar humana” – Prof. Dr. Marcos Vinicius da Silva (UFTM).
”A tuberculose é doença derivada da infecção com M.tuberculosis e tem um variado espectro de manifestações clínicas: desde um estado de latência infecciosa, assintomática, até formas graves e disseminadas da doença, frequentemente fatais. Ao longo dos anos tem ficado claro que a interação com os mecanismos efetores do sistema imune são determinantes para o desfecho clínico. Esta apresentação tem como objetivo focar nos recentes avanços no entendimento da relação sistema imune-tuberculose, em especial a função de citocinas como marcadores de doença ativa e de cura clínica.”  

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"32ª Edição"

Coordenadores: Profa. Dra. Lilian Casatti
e Prof. Dr. Flávio Fernando Manzini
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